sexta-feira, 15 de outubro de 2021

O que minha família diria se soubesse que eu...?

Não, eu não posso fazer isso  o que minha família diria? Muito ou nada mas igualmente irrelevante, se a família apoiar ou criticar, você continuará sozinho. Mas como eu prefiro  ao invés de enfrentar  a solidão da minha decisão, eu prefiro dizer que  é uma opção por causa da minha família, dos meus filhos, dos meus vizinhos ou da minha fé. Eu prefiro sentir-me vigiado do que me sentir sozinho, eu prefiro me sentir protegido pela crítica do que largado pela indiferença. - Leandro Karnal


 


Estava eu refletindo um tempo atrás sobre como nossas mudanças podem ou não impactar no nosso grupo familiar.

E avançando neste raciocínio me deparei com alguns pontos que gostaria de compartilhar com vocês.

Quando uma criança nasce ela nasce vazia dos outros e cheia da sua própria essência, o que deveria acontecer dai em diante seria estímulos para que sua pura essência se manifestasse a medida em que ela cresce, mas não é isso que acontece.

De alguma forma a convivência no seio familiar passa a construir o nosso ego e o que nos tornamos então? Nos tornamos a cópia dos nosso pais, professores e líderes religiosos.

Em casos mais extremos não apenas nos tornamos essa cópia como somos incentivados a jamais nos  desviar dela, porém  a essência grita em algum momento da vida e então chega a hora de mudar.

Esse sem dúvida é um grande desafio, pois  nossa família já construiu um pensamento sobre nós e nós já nos condicionamos bastante a essa visão para que nos sentíssemos aceitos e queridos por eles.

Isso acontece inclusive inconscientemente quando assumimos padrões de comportamento em busca da fidelidade aos nossos pais.

 Nesses casos como é doloroso assumir mudanças...

A fala que trouxe para reflexão no inicio do post é uma provocação para que entendamos que nossa vida não está e não deve estar condicionada aos nossos familiares, trabalhar a aceitação do nosso eu é tarefa nossa e não deles.

Por mais doloroso que seja quando nós aceitamos nossas mudanças de conceitos e paradigmas abre-se uma porta para que os outros também possam aceitá-las, mesmo que a aceitação por parte deles seja irrelevante como bem colocado pelo Karnal.

O que minha família diria se soubesse que eu deixei a faculdade para trabalhar com artesanato?

O que minha família diria se soubesse que eu detesto as comidas que a tia Zefinha faz nas festas de final de ano?

O que minha família diria se eu decidisse trocar de religião?

Me tornar bruxa e não freira...

Isso realmente importa?

Nossa família é a maior ferramenta de aprendizados que poderíamos ter, nela estão grande parte dos desafios de nos tornarmos pessoas mais conscientes de nós mesmos.

Desde o início o cordão umbilical é cortado e isso tem um porque...

No final também não seremos acompanhados quando tudo se esvair.

Estamos sozinhos e a medida que nos alinhamos com nossa essência nossa presença nos basta, isso não quer dizer que a gente deve desprezar a nossa ancestralidade, nossos pais e familiares, mas sim que eles não devem ser os carcereiros da nossa evolução, as pedras de tropeço irremovíveis.

A percepção que o outro tem sobre você é a visão dele e não reflete quem você realmente é, e quanto antes essa percepção vier a tona mais fácil será aceitar seu próprio caminho de evolução.

Reflita a respeito...    

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