segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Mulheres que correm com os lobos - Indicação de livro

Olá seja muito bem-vindo(a)!

Hoje quero compartilhar com vocês um livro muito especial, confesso que ainda não conclui a leitura e acredite não tenho pressa em faze-lo, Mulheres que correm com os lobos é uma obra profunda, intensa e mágica.



Título original: Women who run with the wolves 
Autora: Clarissa Pinkola Estés
Editora: Rocco; 1ª edição (17 setembro 2018)
Categoria: Teoria psicanalítica 
Ano de lançamento: 1992
Páginas: 576
Sobre: Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de inspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas.* Trecho retirado do prefácio do livro.

O livro 

Mulheres que correm com os lobos | Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem é um livro de capa dura, bastante robusto com nada menos que 576 páginas.
Sua confecção é digna de um excelente livro, cada página traz uma riqueza imensa de ideias, sem sombra de dúvida este é um livro para ser passado de geração em geração.

Mas o que faz desse livro um livro tão especial?

Você já se sentiu desconectada do seu feminino? 
Quando digo feminino não me refiro a gênero e sim a polaridade, a energia, não é a toa que homens e mulheres independente de sua sexualidade todos experimentamos as duas polaridades energéticas masculino e feminino.
Dito isso posso retomar o raciocínio inicial... Você já se sentiu desconectada do seu feminino? 
Talvez você nunca tenha pensado sobre isso e tudo bem eu também me privei desta reflexão por muito tempo até perceber que a minha fonte criativa e intuitiva havia secado.
Pela primeira vez então me vi vibrando completamente no masculino e na racionalidade que é uma característica inerente a essa polaridade. 
A essa altura do campeonato minha mulher selvagem dava seus últimos suspiros dentro de mim.


Atendendo este chamado de alma comecei a procurar conteúdos que me aproximassem do sagrado feminino e foi então que me deparei com este livro maravilhoso que me remexeu por dentro e trouxe vida ao poder feminino em mim.
Clarissa Pinkola é uma mulher que dedicou grande parte dos seus estudos a psique humana, se tornando analista dos padrões psicológicos e sociais de grupos e culturas tribais, mas não é só isso.
A autora é  psicanalista junguiana além de possuir diversas formações nesta área, a combinação de  sua  sensibilidade e intuição fazem de seu livro uma bíblia feminina.
Mulheres que correm com os lobos é uma leitura que age diretamente no inconsciente de quem o lê, para isso inteligentemente Clarissa trabalha com contos que foram transmitidos geração a geração e utiliza todo esse conhecimento para clarear a figura arquetípica da mulher selvagem, a mulher que existe em cada uma de nós.
O intuito dessa escrita é justamente libertar essa essência feminina e nos conectar com nossa intuição, para isso a autora nos leva a momentos de introspecção e análise profunda, será se estamos prontos para deixar morrer o que precisa morrer? Estamos prontos para separar isso daquilo?
Apesar de nos levar as profundezas de nosso subconsciente sua leitura  é facilmente compreendida, porém deve ser apreciada com a profundidade que ela exige, este livro definitivamente não deve ser lido as pressas, poderia defini-lo como aquele livro que você lê, senta, chora,  assimila e depois continua.
Como gostaria de ter lido este livro  anos atrás.

Se recomendo ? Mas é claro que sim.
Acho imprescindível que toda mulher leia, principalmente em sua fase donzela, é claro que isso não impede que esse livro seja apreciado por quem queira, é uma leitura espetacular, transformadora, profunda e inigualável. 
Este se tornou de longe meu livro preferido, amor todinho da minha vida.

Prepare aquela xícara de chá e boa leitura.

PS: Post escrito ao som de Triste, Louca ou má (Francisco, el Hombre), como esta música e este livro  combinam, pela Deusa viu. 

Até o próximo post. 

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